sábado, 7 de fevereiro de 2015

Drones ajudam a prevenir e resolver problemas

 

 

Drones ajudam a prevenir e resolver problemas no campo, diz pesquisador.

Tecnologia foi apresentada por pesquisador da Embrapa no Showtec.

Palestra foi realizada nesta quarta-feira (21), em Maracaju.

Os drones ou veículos aéreos não tripulados (vants) podem ser importantes ferramentas para fazer o monitoramento de lavouras, levantando informações, como, por exemplo, a qualidade do plantio, o  desenvolvimento das culturas e a estimativa de safras. Podem ainda detectar problemas, como a deficiência de nitrogênio no solo, ataques de pragas e doenças e o estresse hídrico.

A apresentação da tecnologia foi feita nesta quarta-feira (21), pelo pesquisador da Embrapa Instrumentação, Lúcio André de Castro Jorge, em palestra no Showtec, que está sendo promovido pela Fundação MS, em Maracaju, a 157 quilômetros de Campo Grande.

Segundo Jorge, estão disponíveis no mercado brasileiro equipamentos que custam de R$ 5 mil, que é um kit para ser montado pelo próprio produtor, até R$ 300 mil. “A demanda do produtor é que vai definir que tipo de equipamento ele deve adquirir. Sempre recomendamos que o agricultor comece com modelos mais básicos, que tem operação mais simples, para que ele se familiarize com a tecnologia e depois, a medida que precisar passe para outros mais complexos”, explica.

Conforme o pesquisador, além do drone ou vant também é preciso que o produtor invista em equipamentos como câmeras e sensores, que vão fazer as imagens e a leitura das informações durante os voos e ainda em softwares, que vão fazer junção das fotografias captadas, o chamado mosaico, e depois a interpretação destes dados, fornecendo os relatórios que vão fundamentar as tomadas de decisões.

Jorge diz que desde 1998 a Embrapa vem realizando estudos com o uso de drones na agricultura e que o centro de pesquisa já desenvolveu alguns softwares que analisam as imagens captadas pelos equipamentos. Um deles é o Siscob, que é utilizado para fazer a análise da cobertura do solo por treinamento de exemplos.

“Você indica ao software o que é o solo, o que é a planta e outras informações. A partir do reconhecimento que ele faz pela cor, possibilita a identificação, por exemplo, de falhas no plantio e da área ocupada por nematoides, além de outras informações”.

Outro programa desenvolvido pela instituição é o GeoFielder, que visa coletar dados georreferenciados em campo, para elaborar mosaicos mais precisos das áreas. Os dois softwares têm versões gratuitas para download no site da Embrapa e também foram licenciados para uma empresa, que comercializa versões atualizadas dos programas, com novos recursos.

O pesquisador projeta um grande incremento no uso da tecnologia dos drones na agricultura brasileira nos próximos anos, mas diz que antes, é preciso que ocorra a regulamentação do uso da tecnologia. Atesta o interesse, conforme ele, dados revelados por um fabricante que apontam que somente no ano passado essa empresa comercializou 90 drones para monitoramento agrícola no país.

Fonte: Agrodebate.

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