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As acusações de corrupção na gigante brasileira do petróleo, Petrobrás, controlada pelo governo, já levaram a um escândalo político e à troca da diretoria. Agora, os problemas ameaçam outras empresas brasileiras e podem até levar o país a uma recessão. Seria difícil exagerar ao descrever a importância da Petrobrás para o País. A empresa produz mais de 90% do petróleo brasileiro, é dona de todas as refinarias nacionais, opera mais de 34 mil km de oleodutos, domina a distribuição de gasolina e diesel no atacado, e é até dona da maior rede de postos de gasolina. “O plano do governo consistia em tornar a Petrobrás tão grande quanto possível”, disse Samuel Pessoa, economista da Fundação Getúlio Vargas, no Rio de Janeiro. Ele estimou que a empresa seria responsável por um décimo da produção econômica do Brasil, por meio de suas operações próprias e terceirizadas. Na esteira da investigação policial, chamada Operação Lava Jato, revelando que fornecedores e prestadores de serviços da Petrobrás teriam subornado executivos em troca de contratos superfaturados, a empresa suspendeu os pagamentos a muitos projetos. A Petrobrás também proibiu o estabelecimento de novos contratos com algumas das maiores empresas de engenharia e petroquímica do País. A queda nos gastos da empresa deve eliminar 0,75% do crescimento esperado para a economia brasileira este ano, disse Pessoa – o bastante para empurrar uma economia letárgica para uma leve recessão. As jogadas da empresa também ameaçam o faturamento dos prestadores de serviços e terceirizados, que são atingidos duplamente: seu fluxo de dinheiro caiu muito e a crise significa que não podem emprestar dinheiro para aliviar o aperto. Os problemas da Petrobrás estão também se espalhando para os mercados de capitais do Brasil. Em decorrência das incertezas em relação ao valor revisado que a empresa terá de atribuir aos seus ativos e bens por causa da corrupção, a auditora da Petrobrás, Pricewaterhouse Coopers, se recusou a assinar a divulgação dos rendimentos trimestrais. Sem o relatório trimestral de rendimentos assinado pela auditoria, a Petrobrás, com dívida líquida de US$ 110 bilhões, não pode recorrer ao mercado global de obrigações. Como a Petrobrás era vista como uma das melhores empresas para se investir, suas obrigações costumavam servir como referência para todas as empresas brasileiras. Sem essa referência, outras empresas brasileiras estão simplesmente evitando o mercado de obrigações. As empresas locais venderam US$ 37 bilhões em obrigações globais no ano passado, de acordo com a Dealogic. Desde novembro, quando a Petrobras deixou de apresentar os rendimentos trimestrais aprovados pela auditoria, nenhuma emissão de títulos de dívida foi feita por empresas brasileiras. “Algumas empresas com balanço patrimonial sólido ainda podem vender títulos de sua dívida, mas pagariam por isso mais do que antes e, por isso, evitam essa opção. Há outras empresas que realmente precisam captar o dinheiro agora, e não conseguem fazê-lo”, disse Marcel Kussaba, diretor de pesquisas em equity e dívidas da firma brasileira de gestão de bens Quantitas. Uma empresa contratada pela Petrobrás, Alumini, já entrou com pedido de recuperação judicial sob proteção do tribunal, alegando que a Petrobrás deveria à empresa R$ 1,2 bilhão, ou US$ 420 milhões. A quinta maior empresa de engenharia do país, OAS, e uma das principais prestadoras de serviços à Petrobrás, ficou inadimplente no pagamento das obrigações e tenta negociar com os credores para evitar a falência. A OAS tem dívida de R$ 7,9 bilhões, ou US$ 2,8 bilhões, incluindo quase US$ 1,8 bilhão em obrigações, muitas delas pertencentes a investidores estrangeiros. A empresa de perfuração Sete Brasil diz estar em negociações com bancos estatais para captar US$ 4,5 bilhões e manter-se em funcionamento. Como OAS e Alumini, a Sete Brasil está sob investigação, acusada de transferir dinheiro de contratos superfaturados a políticos e executivos da Petrobrás e, por isso, o empréstimo pode ser impossível. A Sete Brasil deve US$ 4,3 bilhões aos bancos. Entre os proprietários da empresa há três bancos, entre eles o BTG Pactual, dono da maior participação, 27%. Os donos da empresa investiram outros US$ 3 bilhões, mas, como tais investimentos costumam se dar por meio de instrumentos que envolvem investidores, a exposição dos bancos pode ser menor. Se a Sete Brasil pedir concordata, as empresas contratadas para construir suas instalações também serão afetadas. “Veremos o fechamento de muitas empresas do setor”, disse Adriano Pires, diretor do Centro Brasileiro para a Infraestrutura. Outras terão de vender ativos e bens para sobreviver. “Por causa da Operação Lava Jato, haverá setores específicos, particularmente na infraestrutura, nos quais veremos mais fusões e aquisições esse ano”, disse Antonio Pereira, diretor de investimentos bancários do Goldman Sachs no Brasil. De acordo com Pereira, aeroportos e rodovias devem estar entre os bens postos à venda. Enquanto os bancos de investimentos buscam formas de lucrar orientando as fusões e aquisições, outros bancos podem ser prejudicados. Citando uma exposição desproporcional do Banco Pine às empresas de construção, em janeiro a Moody’s rebaixou a nota de sua dívida, considerada tóxica, e alertou para futuros rebaixamentos. “Não espero que algum banco seja obrigado a pedir recuperação judicial por causa da Operação Lava Jato”, disse João Augusto Salles, analista do setor financeiro da consultoria Lopes Filho, do Rio de Janeiro, “mas talvez algumas instituições bancárias tenham de ser vendidas a outras, maiores”. O primeiro desafio da Petrobrás é calcular o desconto que deve ser aplicado ao valor de seus ativos em decorrência da corrupção para, com isso, divulgar um balanço patrimonial aprovado pela auditoria. Se a empresa não o fizer até junho, os credores de seus US$ 54,5 bilhões em obrigações podem exigir o pagamento imediato. A maioria dos analistas afirmou que tal situação seria improvável e, mesmo se ocorresse, não significaria que a empresa declararia moratória em suas obrigações. Se há no Brasil uma empresa considerada grande demais para falir, essa é a Petrobrás. “Achamos que o governo intercederia ou pressionaria os bancos locais a oferecer o financiamento necessário”, disse Brigitte Posch, diretora de dívidas corporativas em mercados emergentes da Babson Capital, dona de obrigações da Petrobrás. “A empresa é importante demais para o Brasil”. Fonte: Estadão.com
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Dados são de estudo da FGV, que estima que até 2016 a densidade será de 100%, com uma base instalada de 200 milhões de máquinas, somando PC, notebook e tablet.O fenômeno do tablet está ajudando o Brasil a alavancar as vendas de computadores. A cada segundo um novo equipamento é comercializado no mercado local, o que contribuirá para que o País atinja, em maio de 2014, 136 milhões de máquinas em uso, somando PCs, notebooks e tablets.Desse total, 18 milhões serão tablets, cujas vendas estão com crescimento desenfreado, alavancadas principalmente pelos incentivos de PIS/Cofins do governo federal para montagem local dessa categoria, o que contribuiu para o aumento da oferta. As estatísticas fazem parte da 25ª pesquisa anual: Administração e Uso da TI- Tecnologia da Informação nas Empresas, realizada pelo Centro de Tecnologia de Informação Aplicada de Administração de Empresas de São Paulo da Fundação Getúlio Vargas (FGV-EAESP). O estudo divulgado na manhã desta quinta-feira (24), em São Paulo, traça um retrato do uso da TI no mercado corporativo, com cruzamentos com a comercialização de computadores também no segmento doméstico. Para saber como as organizações estão utilizando tecnologia, a FGV entrevistou 2,3 mil organizações de grande e médio porte, o que representa 68% das maiores companhias do Brasil Uma parte da pesquisa aborda a evolução da base de computadores em uso no Brasil. Segundo o estudo, ao atingir um volume de 136 milhões de computadores em uso, o País alcança uma densidade de 67% com essa tecnologia. Isto é, passa a ter dois computadores para cada três habitantes. Em 2012, quando havia 100 milhões de máquinas em uso, a proporção era um equipamento para cada dois brasileiros. As previsões da FGV são de que o Brasil chegará em 2017 com uma base instalada de 200 milhões de computadores, com cobertura da população de 100%. Ou seja, um equipamento para cada habitante. A densidade mundial de computadores, em maio 2014, será de 49%, o que coloca o Brasil numa posição confortável. Embora ainda perdendo de longe dos Estados Unidos, onde a cobertura é de 127%. Entretanto, o mercado brasileiro passa ligeiramente o norte-americano no uso de telefone. O estudo da FGV revelou que o País tem uma base de 320 milhões de linhas telefônicas em serviço, somando celulares e números fixos. Com esse volume, a densidade da telefonia no Brasil é de 158%, o que daria uma média 3 linhas para cada 2 habitantes. Nos EUA, a cobertura do serviço é de 156%. Para o professor Fernando Meirelles, coordenador do estudo, um dos fatores de o Brasil ter passado os EUA no uso de telefone é a grande adesão dos planos pré-pagos. Segundo a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), esse modelo responde por 77,57% dos 273,5 milhões de celulares ativos País, até março último. Meirelles observa que nos EUA também tem celulares pré-pagos, mas com adesão menor por causa dos planos de tarifas pós pagas que são bem mais agressivos que no Brasil. Ele afirma que aqui muitos usuários das classes C e D têm dois chips. As pessoas querem economizar no uso do serviço e optam pela operadora que oferece o menor custo. fonte : Computerworld
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23.Dez.2014
Leia o comunicado que divulgamos nesta terça-feira (23/12): A Petrobras informa que bateu um novo recorde histórico de produção própria diária de óleo e LGN no último dia 21/12, quando produziu 2 milhões 286 mil barris. O volume produzido não considera a parcela de seus parceiros e supera o recorde anterior de 2 milhões 257 mil barris, alcançado no dia 27/12/2010. A Petrobras também bateu recorde diário de produção operada no dia 21/12, tendo produzido 2 milhões 470 mil bpd. O novo patamar histórico decorre principalmente da contribuição de nove sistemas de produção. Cinco deles começaram a operar em 2013 e tiveram novos poços interligados ao longo de 2014. Outros quatro sistemas de produção foram instalados este ano. Das plataformas instaladas em 2013, contribuíram para esse resultado a P-63, no campo de Papa-Terra, e P-55, no campo de Roncador, ambas na Bacia de Campos; o FPSO Cidade de Itajaí, em Baúna, no pós-sal da Bacia de Santos; além dos FPSOs Cidade de São Paulo, no campo de Sapinhoá, e Cidade de Paraty, na área de Lula Nordeste - ambos no pré-sal da Bacia de Santos. Os sistemas de produção que entraram em operação em 2014 e que colaboraram para o desempenho foram a P-58, no Parque das Baleias, e P-62, no campo de Roncador, na Bacia de Campos; e os FPSOs Cidade de Mangaratiba, na área de Iracema Sul, e Cidade de Ilhabela, na de Sapinhoá Norte, ambos no pré-sal da Bacia de Santos. A alta eficiência operacional dos campos localizados nas porções fluminense e capixaba da Bacia de Campos, como resultado do Programa de Aumento da Eficiência Operacional (Proef), também contribuiu com o recorde. Essas áreas têm mantido a produção sustentável, diante do declínio natural dos reservatórios. Cabe destacar também a alta eficiência operacional e a manutenção da estabilidade da produção nas Unidades Operacionais do Norte e Nordeste do país, que praticamente compensaram todo o declínio natural dos campos maduros da área. Com a chegada de novas embarcações do tipo PLSV (Pipe Laying Support Vessel) e com a redução do tempo não produtivo dessas unidades - fruto das ações do PRC-Sub -, a companhia interligou 68 novos poços - produtores e injetores - até novembro de 2014, o que já se constitui em um número bem superior aos 45 poços interligados ao longo de todo ano de 2013. Produção operada pela Petrobras no pré-sal bate novo recorde e ultrapassa o patamar de 700 mil barris de petróleo por dia A produção de petróleo nos campos operados pela Petrobras na província do pré-sal das bacias de Santos e Campos atingiu a marca histórica de 700 mil barris de petróleo por dia (bpd) no dia 16 de dezembro de 2014. Desse volume, cerca de 74% (523 mil bpd) correspondem à parcela da companhia e o restante à das empresas parceiras nas diversas áreas de produção da camada pré-sal. A produção de 700 mil barris por dia foi alcançada apenas oito anos depois da primeira descoberta de petróleo na camada pré-sal, ocorrida em 2006, e apenas seis meses após a marca dos 500 mil barris, obtida em junho. Essa produção representa uma marca extremamente significativa na indústria do petróleo, especialmente diante do fato de os campos se situarem em lâminas d'água profundas e ultraprofundas. O patamar de 700 mil bpd foi conseguido com a contribuição de somente 34 poços produtores. Isso evidencia a elevada produtividade dos campos já descobertos na camada pré-sal. Desses poços, 16 estão localizados na Bacia de Santos, que responde por cerca de 61% do volume produzido no pré-sal – aproximadamente 429 mil barris por dia. Os demais 18 poços estão localizados no pré-sal da Bacia de Campos e respondem pelos 39% restantes da produção – cerca de 273 mil barris por dia. Atualmente, o petróleo do pré-sal é produzido por 12 diferentes plataformas, oito delas produzindo exclusivamente naquela camada geológica. O aumento da produção deve-se, também, ao excelente desempenho operacional das atividades de construção e interligação de poços, com suporte dos programas estratégicos PRC-Poço (Programa de Redução de Custos em Poços) e PRC-Sub (Programa de Redução de Custos em Sistema Submarinos). Esses programas integram iniciativas que vêm incorporando melhorias contínuas na redução da duração e dos custos não só de poços, como também de instalações submarinas dos projetos de E&P. |
Enquanto cientistas em todo o mundo tentam aumentar a eficiência dos grandes sistemas de produção energética, dois empreendedores brasileiros desenvolveram uma solução simples para gerar energia limpa em casa. Apelidada de UGES, a tecnologia transforma as caixas d’água em miniusinas hidrelétricas.
(Caramba, essa idéia é boa mesmo…parabéns aos engenheiros, meus compatriotas….he-he-he)
O nome é uma abreviação de Unidade Geradora de Energia Sustentável e a criação é fruto do trabalho dos engenheiros Mauro Serra e Jorgea Marangon. A tecnologia é simples e pode ser utilizada em qualquer caixa d’água, independente de seu tamanho. “A UGES transforma a passagem da água que abastece os reservatórios em um sistema gerador de energia. Vale destacar que o consumo diário de água no país é, em média, de 250 litros por pessoa, consumo que é totalmente desperdiçado como forma de energia. Ao desenvolver um sistema que reaproveita essa energia, podemos gerar eletricidade, sem emissão de gases e totalmente limpa”, destacou Mauro Serra, em entrevista à Faperj.
Foto: Divulgação
A ideia já foi patenteada e logo deve estar disponível no mercado. Além de contar com um sistema instalado dentro do próprio reservatório de água, o UGES também precisa de uma unidade móvel para que seja possível transformar toda a energia captada em eletricidade e assim distribuí-la para o uso doméstico. No entanto, ele não precisa de uma fonte externa de energia para funcionar.
Foto: Divulgação
“Ao entrar pela tubulação para abastecer a caixa, a água que vem da rua é pressurizada pelo sistema gerador de energia, passando pela miniusina fixada e angulada na saída de água do reservatório”, explica Serra. Depois disso, a pressão gera energia, que é transformada em eletricidade. O empreendedor explica que a produção é ideal para abastecer lâmpadas, geladeiras, rádios, computadores, ventiladores, entre outros aparelhos domésticos. A energia só não é ideal para ser usada em equipamentos de alto consumo, como chuveiros e secadores de cabelo.
Foto: Divulgação
Não é possível quantificar com exatidão a produção, pois a variação depende do tamanho da caixa d’água e da quantidade de água consumida. “Se ela for instalada em um sistema de abastecimento de água municipal, poderá, por exemplo, ser dimensionada para gerar energia suficiente para abastecer a iluminação pública. Imagine então esse benefício em certos locais como restaurantes, lavanderias ou mesmo indústrias, onde o consumo de água é grande”, exemplifica o inventor. Outro ponto positivo do sistema é o armazenamento do excedente para uso posterior e a independência – ao menos, parcial – das redes de distribuição.
Redação CicloVivo
Amazonas é uma das 27 unidades federativas do Brasil, sendo a maior delas em território, com uma área de 1 559 159,148 km², constituindo-se na nona maior subdivisão mundial, sendo o maior que as áreas da França, Espanha, Suécia e Grécia somadas. Seria o décimo oitavo maior país do mundo em área territorial, pouco superior à Mongólia. É maior que a Região Nordeste, com seus nove estados; e equivale a 2,25 vezes a área do estado norte-americano do Texas. A área média de seus 62 municípios é de 25 335 km², superior à área do estado brasileiro de Sergipe. O maior deles é Barcelos, com 122 476 km² e o menor é Iranduba, com 2 215 km².
Pertencente à Região Norte do Brasil, é a segunda unidade federativa mais populosa desta macrorregião, com seus 3,8 milhões de habitantes em 2014, sendo superado apenas pelo Pará. No entanto, apenas dois de seus municípios possuem população acima de 100 mil habitantes: Manaus, a capital e sua maior cidade com 2 milhões de habitantes em 2014, que concentra cerca de 52% da população do estado, e Parintins, com pouco mais de 110 mil habitantes. O estado é, ainda, subdividido em 13 microrregiões e 4 mesorregiões.Seus limites são com o estado do Pará ao leste; Mato Grosso ao sudeste; Rondônia e Acre ao sul e sudoeste; Roraima ao norte; além da Venezuela, Colômbia e Peru ao norte, noroeste e oeste, respectivamente.
Em 1850, no dia 5 de setembro, foi criada a Província do Amazonas, desmembrada da Província do Grão-Pará. Os motivos que levaram à criação da Província do Amazonas foram muitos, em especial, a grandíssima área territorial administrada pelo Grão-Pará, com capital em Belém, e as tentativas fracassadas do Peru em ampliar suas fronteiras com o Brasil, com o apoio dos Estados Unidos.
O estado possui um dos mais baixos índices de densidade demográfica no país, superior apenas ao do estado vizinho, Roraima. Conforme dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a densidade demográfica equivale a 2,23 habitantes por quilômetro quadrado.6 Detém 98% de sua cobertura florestal preservada e um dos maiores mananciais de água doce do planeta, proveniente da maior rede hidrográfica do mundo. A hidrografia do estado, entretanto, sofre grande influência de vários fatores como precipitação, vegetação e altitude. Em geral, os rios amazonenses são navegáveis e formam sua maior rede de transporte.6 Possui o maior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) (empatado com o Amapá) e o maior PIB per capita entre todos os estados do Norte do Brasil. A Região Metropolitana de Manaus, com população superior aos 2,2 milhões de habitantes e sendo a maior em área territorial do mundo, é sua única região metropolitana. O Pico da Neblina, ponto culminante do Brasil, também se situa em território amazonense.
Rio Amazonas, perto de Manaus
Encontro das Águas
Araras
Arena Amazônia – Manaus
Skyline parcial de Manaus
Publicação: 10/10/2014 17:25 Atualização:
O Brasil se manteve em 2013 entre os países mais desiguais do G-20 pelo terceiro ano consecutivo, mostrou estudo elaborado pela Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac) com base em uma compilação de números da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Brasil continuou na 17ª colocação no quesito desigualdade social, à frente apenas de África do Sul e Índia. Em quatro anos de pesquisa, o melhor desempenho brasileiro foi em 2010, quando ocupava a 15ª posição. O levantamento desconsidera a participação da União Europeia e, por isso, conta com 19 países.
"Particularmente o coeficiente de Gini é um indicador importante relacionado a este ranking e mostra o Brasil em situação bastante desconfortável com relação à distribuição da renda (...). O Brasil tem melhorado neste coeficiente de Gini ao longo dos últimos anos, no entanto, ainda há um longo caminho a percorrer", alertou a Anefac. Austrália, Alemanha e Canadá aparecem como os países menos desiguais do G-20, nesta ordem.
O Brasil ocupou a 14ª colocação no ranking de pobreza, mesmo patamar do ano anterior. "Os países abaixo do Brasil nesse ranking apresentam desempenho que não ameaça a 14ª posição brasileira, porém, aliado ao indicador de desigualdade, constata-se uma distância entre a posição do Brasil como economia global em relação à posição correspondente ao desenvolvimento humano", explicou a Anefac. Abaixo do Brasil seguem México, Indonésia, África do Sul, China e Índia. A associação acrescentou que aproximadamente 10% da população brasileira vive na miséria, e 10 milhões vivem com apenas US$ 1 25 por dia.
No ranking geral, que além desses itens já citados leva em conta tópicos como IDH, Saúde, Educação, Renda e Economia, Desigualdade de Gênero e Sustentabilidade, o Brasil manteve a 15ª colocação pelo segundo ano consecutivo, à frente de Turquia, Indonésia, África do Sul e Índia. A associação explicou que a nota brasileira melhorou, subindo de 4,22 pontos para 4,45 pontos, mas ponderou que os demais países progrediram mais.
As primeiras posições do ranking geral são ocupadas por Alemanha França e Canadá. Os EUA, maior economia do mundo, estão na oitava colocação. Segundo a Anefac, esse desempenho norte-americano é explicado pelas pontuações fracas nas categorias Saúde e Educação.
O Brasil piorou nas avaliações de IDH (14 para 15), Educação (14 para 15) e Desigualdade de Gênero (14 para 17). O País apresentou estabilidade em Saúde (13) e melhorou em Sustentabilidade (3 para 2) e em Renda e Economia (15 para 11). Este último item passou por uma revisão de critério em relação ao ano anterior. Segundo a Anefac, o Brasil "não apresenta um posicionamento equivalente nos indicadores que compõem a avaliação de renda na ONU".
Ubatuba is located in the north of São Paulo state in an area called “Litoral Norte”. From the state capital (São Paulo) it’s a 220 km ride, while from Rio de Janeiro you need to count on about 320 km.
Façade of the Igreja Matriz in Ubatuba
The ride from Rio de Janeiro to Ubatuba in itself is also very enjoyable, because once you leave the metropolitan area behind you, the last 240 km to Ubatuba on the BR 101 is known as one of the most scenic stretches of highway of Brazil, with magnificent ocean views to your left and the green slopes of the Serra do mar to your right.
Other interesting places along the way are Mangaratiba, Angra dos Reis and of course the famous colonial port town Paraty (about 70km from Ubatuba).
Sunrise at Itamambuca Beach near Ubatuba
Ubatuba has options for every kind of visitor, whether it’s the extreme outdoors person or a family with kids, but thanks to the many beaches with perfect waves, it is especially famous as the Surf Capital of São Paulo. The beach of Itamambuca probably the most famous beach around Ubatuba, is host to international surf competitions.
Ubatuba is the place where many citizens of São Paulo go to spend the weekend at the beach so there are many hotels and pousadas. I’m sure several of them are very nice, but whenever I go to Ubatuba, I end up booking a room at pousada “Todas as Luas”.
It is simply a gorgeous place to stay, surrounded by the Atlantic rainforest, and the famous beach of Itamambuca only a 10 minute walk away.
Entrance to Pousada "Todas as Luas. Itamambuca - Ubatuba
The schooner that took us to Anchieta Island. - Ubatuba - Brazil
One of the prime attractions of Ubatuba is a boat trip to Ilha Anchieta, a former prison island turned into a state park and nature reserve in 1977. The ruins of the prison, that once housed the most dangerous criminals of the State of São Paulo and was operational until 1955, can still be visited. Walking around on the former prison grounds, it is rather disturbing to realize that this place was the scene of the most bloody rebellion in Brasil’s history (1952).
Today, the island’s 825 hectares attract about 90.000 visitors each year, mainly during Carnaval and Easter. A typical tourist boat visit includes a lunch stopover at one of the hidden beaches near Ubatuba (Praia sete fontes), so the time you can spend on the island is only about two hours, during which you can visit the ruins, and take a walk to the two beaches nearest to the pier, where you can have a quick dip in the crystalline waters.
The prison blocks were built around a central square
If you want to have more than two hours to explore the island, it’s best to charter a non-touristic boat to take you straight to the island in the morning and pick you up in the afternoon. The three other hiking trails on the Island, can only be done in the company of a park monitor.
Ubatuba has 36 beaches, spread out over a coastline that stretches out over about 75 km. Except the beaches in the city (praia grande, Toninhas, Enseada), almost all the other ones are pieces of paradise with the rain forest coming all the way to the beach and gorgeous views of the ocean and the small islands, littering the Ubatuba bay.
Our choice for the last day of the weekend was Praia do Felix, which is the first beach to the east of Itamambuca beach. It turned out to be a great choice. After leaving the BR 101 it’s a rather steep descent back to sea level. There are guarded places to leave your car and from there it’s only a 5 minute walk to the beach. I’ll let the picture speak for itself.
Praia do Felix - Ubatuba - Brazil
por Guilherme Sester Araujo
Depois de 40 anos como a casa do Internacional, o ‘Beira-Rio’ foi renovado pela Hype Studio Arquitetura.
Localizada em Porto Alegre, Brasil, o projeto é caracterizado por um sistema de cobertura composto por 65 treliças de aço que cercam a arena, que estão envoltos em uma membrana de PTFE.
Melhorias incluiram a reconstrução do anel inferior, e a adição de uma variedade de programas para seus visitantes, tais como lojas de varejo, museu, restaurantes, áreas VIP e um nível inteiro de suítes corporativas.
WW.ZUPI.COM.BR – BRASIL
Foto: Luiz Claudio Marigo
Araçari-poca (Selenidera maculirostris) fêmea, espécie endêmica, na Mata Atlântica sul-baiana de altitude da RPPN Serra Bonita. É parente dos tucanos e, por sua beleza, um símbolo das florestas neotropicais
Quando os portugueses chegaram à costa brasileira, a Mata Atlântica cobria cerca de 1,5 milhões de quilômetros quadrados do território brasileiro – que, em 500 anos, foram reduzidos a 7% dessa área. Nesse bioma, vivem atualmente 8 000 espécies de plantas e animais endêmicos. Mais de 530 dessas espécies estão ameaçadas de extinção. Quando fiz a conexão entre esses dados, senti duas emoções quase contraditórias – espanto e tristeza –, e percebi que a paisagem onde eu e a maioria da população brasileira nascemos e crescemos, está em estado terminal. Todo um universo de vida e exuberância está agora ameaçado de extinção.
Inúmeras vezes voei do Rio de Janeiro, onde vivo, para Salvador e também para São Paulo e Florianópolis, observando a paisagem litorânea da janela do avião. É uma perspectiva limitada, restrita a alguns quilômetros da rota de voo, mas sempre vi apenas abandono e desolação: em qualquer direção, terras improdutivas, campos cobertos de sapê, as cidades e espaços vazios – sobretudo vazios de floresta. No Google Earth, em imagens de satélite, quando a América do Sul cresce na tela, vê-se logo o verde intenso da Amazônia, mas o litoral brasileiro surge acinzentado. A diferença é flagrante. As maiores extensões de Mata Atlântica revelam-se apenas em fragmentos no norte do Paraná e sul de São Paulo, na região das Agulhas Negras e Serra dos Órgãos, no Rio de Janeiro, no centro de dois parques nacionais.
Outros bolsões menores conservados surgem ao norte de Linhares, no Espírito Santo, na Reserva Biológica de Sooretama e na Reserva Natural Vale, que formam um bloco importante. No sul da Bahia, o verde é dos parques nacionais perto de Porto Seguro e da Reserva Particular do Patrimônio Natural (RPPN) Estação Veracel.
Cada pequeno fragmento de mata atlântica é importante – uma matriz para a reconstituição da floresta. Em algum momento, nós brasileiros vamos perceber o que estamos perdendo e precisaremos nos dedicar a refazer a mata. Alguns já estão trabalhando – cidadãos e empresas. A Reserva Ecológica Guapiaçu (Regua), no Rio de Janeiro, estimula a educação ambiental nas comunidades vizinhas e realiza pesquisas em suas matas, aumentando o conhecimento sobre a fauna da Serra do Mar, beneficiando também as reservas governamentais próximas. Está adquirindo novas áreas e reflorestando-as para conectar suas florestas ao Parque Estadual dos Três Picos, aumentando a possibilidade de manter saudáveis as nascentes da bacia do rio Guapiaçu e os processos evolutivos e ecológicos que dependem de grandes áreas contínuas. A Regua localiza-se no município de Cachoeiras de Macacu. O nome diz tudo – é a fonte de água que abastece as cidades vizinhas e, em um futuro próximo, também a cidade do Rio de Janeiro.
Nicholas Locke, da Regua, esclarece o papel das reservas criadas por ONGs ou empresas privadas e as reservas governamentais, e a importância relativa das duas áreas: “O governo tem as ferramentas para decretar áreas importantes para a preservação do meio ambiente e este papel é de suma importância. Mas, como a ONG é uma associação, ela pode acessar linhas de crédito para projetos que não são acessíveis ao governo. Já o setor privado pode ser acionado para providenciar recursos para projetos de conservação”.
A Reserva Natural Vale, no Espírito Santo, é contígua à Rebio Sooretama; as duas reservas, juntas, cobrem uma área de 47 000 hectares de floresta de baixada, ou mata de tabuleiro, a formação florestal mais ameaçada da Mata Atlântica. A importância da reserva é reconhecida mundialmente, pela UNESCO, de quem recebeu o título de Posto Avançado da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica. Segundo Luiz Felipe Campos, gerente de biodiversidade e florestas da Vale, essa área “aumentada”, ou melhor, duplicada, “é o último reduto no Espírito Santo da onça-pintada e da harpia, predadores de topo de cadeia alimentar”. Na Reserva Vale, as pesquisas revelaram espécies novas de plantas para a ciência e algumas de grande porte e ameaçadas de extinção, como o pequi-isaías. Atualmente, cerca de 150 pesquisas estão acontecendo ali. A reserva coleta sementes e produz mudas das espécies nativas, criando um banco genético importante e exportando floresta para outras regiões do país e do Espírito Santo. E ainda, como a Regua faz com o Parque dos Três Picos, ajuda na vigilância e proteção da vizinha Rebio Sooretama.
Em Porto Seguro, a RPPN Estação Veracel, outra reserva de propriedade de uma indústria, desenvolve formas de manejo para proteção contra o fogo e caçadores, exportando esse conhecimento para reservas vizinhas. Também protege uma importante área de mata de tabuleiro, um dos últimos redutos do balança-rabo-canela, e um destino certo de observadores de aves que desejam observar este raro beija-flor florestal.
O balança-rabo-canela (Glaucis dohrnii), na RPPN Estação Veracel, município de Porto Seguro, sul da Bahia. É o mais raro beija-flor da Mata Atlântica, de hábitos florestais e muito arisco - Foto: Luiz Claudio Marigo
O Glaucis dohrnii, o balança-rabo-canela, não é um beija-flor que pode ser atraído para garrafinhas. Quando me propus a fotografá-lo, não imaginava as dificuldades, nem que levaria vários dias para conseguir boas imagens de uma avezinha de apenas 12 centímetros e pesando menos de 7 gramas. Na floresta densa e alta da RPPN Veracel, esse beija-flor respondia ao play-back de seu canto apenas voando sobre mim, minha mulher e Jaílson, da Veracel, para logo sumir na mata. Tentávamos localizá-lo na vegetação densa, e quando o conseguíamos, ele já desaparecia de novo na floresta, até que recomeçava a chover e tirávamos o time de campo.
Quando, a caminho da RPPN Serra Bonita, ao norte do rio Jequitinhonha, a cerca de 700 metros de altitude, no município de Camacan, eu e o biólogo-pesquisador Vitor Becker passávamos por uma casinha na estrada escorregadia, que exigia todo o cuidado na direção da velha Toyota, Vitor deu a dica: “É aqui que fica o acrobata. Olha lá os ninhos dele – aqueles tufos de gravetos sobre os galhos”. O acrobata (Acrobatornis fonsecai) só foi descrito para a ciência em 1994, o que revela a falta de conhecimento que ainda há sobre a Mata Atlântica. Na Serra Bonita, vive também o raro e ameaçado macaco-prego-de-peito-amarelo.
A RPPN Serra Bonita é estratégica. Além desta reserva, apenas o Parque Nacional da Serra das Lontras protege matas atlânticas sul-baianas de altitude! Depois de se aposentar, Becker investiu na compra de terras na Serra Bonita e estabelecer a reserva. Criou o Instituto Uiraçu, ONG cuja finalidade principal é manter e fazer crescer a reserva, adquirindo terras e realizando pesquisas para aumentar o conhecimento do ecossistema. O biólogo construiu uma impressionante estrutura de pesquisa e alojamentos para pesquisadores e observadores de aves que vêm ver o acrobata e outras iguarias ornitológicas.
A pequena RPPN Salto Morato, de 2 253 hectares, no litoral do Paraná, é coberta por mata atlântica de baixada, muito úmida, riquíssima em plantas epífitas e de grande beleza cênica. O Salto Morato é uma cachoeira impactante, descendo em queda de 100 metros da Serra do Mar. No rio do Engenho, uma figueira centenária encanta os visitantes, formando um arco completo sobre os seis metros de largura do rio. Mantida pela Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza, a RPPN Salto Morato tem um elaborado trabalho de manejo e interpretação de trilhas para educação ambiental, um belo centro de visitantes e exporta essa tecnologia para outras reservas. Já serviu de campo para mais de 90 estudos e pesquisas sobre biodiversidade, que resultaram na descrição de três novas espécies (dois peixes e um anfíbio). Saber é poder.
Alguns brasileiros estão trabalhando pelas nossas florestas. Há esperança para a Mata Atlântica. Lembrei-me da velha história do beija-flor, que leva água no bico para apagar o incêndio da mata.
O macaco-prego-robusto (Sapajus robustus) ameaçado de extinção e endêmico da Mata Atlântica de tabuleiro entre os rios Doce e Jequitinhonha, na Reserva Natural Vale, norte do Espírito Santo
A borboleta-folha (Historis odius), alimenta-se do sumo de frutas fermentadas e tem voo rápido e vigoroso. Suas lagartas alimentam-se das folhas da embaúba. É comum na Reserva Ecológica Guapiaçu
O gato-maracajá (Leopardus wiedii), na RPPN Salto Morato, caça pequenos mamíferos e até aves nos galhos das árvores, onde se movimenta com facilidade
O pica-pau-anão-de-pintas-amarelas (Picumnus exilis) na RPPN Estação Veracel, em Porto Seguro. É uma miniatura de pica-pau: mede apenas 10 cm! Alimenta-se principalmente de larvas de insetos, que caça na madeira das árvores
O quati (Nasua nasua) tem hábitos arborícolas, mas também caça, no chão, pequenos mamíferos, répteis e anfíbios. É o parente mais próximo dos ursos na fauna brasileira
Adriano Silva - 29 de agosto de 2014
Draft. Lugar para a gente falar de Disruptive Innovation, Maker Culture, Creative Problem Solving, Creative Economy, Ideas Generation, Life Hackers, New Economy, Game Changers, Design Thinking, Business Inventors, Strategic Design, Creative Entrepreneurship e outras mumunhas mais
Nasce o Draft.
Um projeto editorial dedicado a cobrir a expansão da inovação disruptiva no Brasil.
Uma plataforma de conteúdo, serviços e eventos montada para fazer a crônica da Nova Economia, da Cultura Maker, dos novos empreendedores brasileiros.
O Draft nasce para acompanhar e registrar o impacto do empreendedorismo criativo entre nós, para reverberar as histórias do empreendedorismo social no país, para narrar a efervescência das startups – as aceleradoras, incubadoras e fundos de venture capital se multiplicam entre nós de modo jamais visto.
A missão do Draft é seguir os “game changers”. Estudá-los, compreendê-los, traduzi-los, questioná-los, aprender com eles. Nós faremos a crônica dessa aventura. Geraremos o “who’s who” dessa gente que trabalha com a disrupção em uma mão e com um propósito de vida na outra.
Nosso material de trabalho são os desbravadores, talentos que não vieram ao mundo a passeio. Nossos personagens são os transformadores que têm uma obsessão e que trabalham para uma causa: inventar o futuro. Pessoas que se dedicam a gerar mais e melhores soluções para o planeta e para a sociedade. E que desejam se realizar como profissionais e como seres humanos nesse processo.
Nunca no Brasil tantas boas ideias e tantos empreendedores se lançaram à tarefa de mudar o mundo – começando pela sua própria rua. E de mudar o modo como vivemos – começando pela reinvenção de suas próprias carreiras, do seu jeito de olhar as coisas e de lidar com elas.
Jamais estivemos tão aptos e dispostos a romper com os modelos pré-estabelecidos, com os velhos jeitos (falsamente seguros) de fazer tudo.
E nunca no Brasil houve tanto capital em busca de boas ideias. Nem tantos inovadores com tantas boas ideias prontas para virarem negócios revolucionários, rentáveis, de impacto, sustentáveis – com geração de valor para todos os envolvidos na cadeia de produção e de consumo.
Se antes perguntávamos – “mas isso já deu certo em algum lugar”? – hoje buscamos o novo, aquilo que é original, precisamente as águas nunca antes navegadas.
Se antes nossos melhores talentos eram atraídos para bons empregos em grandes corporações (quando não para a zona de conforto e de acomodação de um concurso com vaga vitalícia), hoje eles são atraídos pela oportunidade de fazer algo grande, relevante, com potencial para mudar tudo em volta para melhor. (Inclusive no setor público.)
As oportunidades que interessam são aquelas que, ao mesmo tempo, tenham significado, façam sentido, falem à essência do realizador e ofereçam a ele ou a ela a certeza de que é exatamente aquilo que ele ou ela deveria estar fazendo com a sua vida nesse momento.
Nossos melhores talentos não buscam mais um emprego de longo prazo numa grande empresa – eles querem se conectar a projetos que durem o tempo justo numa empresa ágil. (Que, em geral, eles mesmos fundam.) Eles não entram num mercado para seguir regras – mas para reinventá-las, testá-las, melhorá-las. Eles não querem ser funcionários. E nem fazem questão de ter funcionários.
Ao contarmos as histórias de gente que hackeia os negócios, tornando-os melhores, e de gente que hackeia a própria vida, tornando-a mais feliz, estaremos inspirando outras pessoas a inventar e a se reinventar também.
O Draft deseja oferecer uma referência editorial e um ponto de encontro para essa comunidade de realizadores e para esse novo ecossistema – que nós enxergamos não como um segmento de mercado ou uma tendência, mas como a própria Nova Economia brasileira.
Estamos interessados nas histórias que deram muito certo – e também naquelas que ainda não deram tão certo assim. Porque ambas ensinam muito.
Ao investigarmos os acertos, os erros, as aprendizagens, as vitórias, os percalços, os desafios, os métodos e as saídas encontradas pelos Makers, estaremos dando visibilidade a cases que hoje têm um alcance desproporcionalmente inferior à importância que têm e ao papel que já desempenham no mercado.
Ao contarmos as histórias de gente que hackeia os negócios, tornando-os melhores, e de gente que hackeia a própria vida, tornando-a mais feliz, estaremos inspirando muita gente a inventar e a se reinventar também, estaremos instrumentalizando novos Makers a inovarem, estaremos aumentando o repertório de soluções e de caminhos possíveis para aquelas pessoas que já decidiram que querem fazer alguma coisa diferente com as suas vidas e com as suas carreiras.
Nós aprendemos com quem faz que para fazer é preciso começar, dar o primeiro passo. Realizar o que for possível – hoje. E depois ampliar, aprender, ajustar, refazer, seguir caminhando – todo dia. É assim que se vai adiante. É assim que se constroi uma obra.
Por isso estamos estreando o Draft hoje.
Nós também aprendemos com os Makers que não é possível empreender sozinho. Que vivemos em rede. Que juntos, conectados, trocando, compartilhando, somos mais fortes, mais inteligentes, mais criativos – e é assim que realizamos mais e melhor.
Por isso estamos estreando o Draft hoje – para dividir e, assim, somar e multiplicar.
A casa é sua.
Seja bem-vindo!
Adriano Silva
Publisher
Eu tenho muito a agradecer.
Ao Eduardo Vieira e ao Ricardo Cesar, que me acolheram. Acreditaram. E potencializaram.
A Phydia de Athayde, tremenda parceira, entusiasmada, comprometida, editora chefe do Draft.
Ao Pedro Burgos, meu companheiro de Spicy Media e de Gizmodo, nosso repórter especial.
A Mariana Castro, “que lançou um olhar para tudo que está aqui e, como eu, se encantou com esse universo”.
A Lu Sato, Denis Russo, Rafael Kenski e Rodrigo Ratier, que estiveram ao meu lado quando essa ideia nasceu e que contribuíram para a visão que fui carpindo com o tempo.
Ao Maurício Fogaça, Fabrício Moura e Cleiton Barcelos, que aterrissaram nossas ideias num projeto gráfico lindíssimo – e mantem lá em cima nosso padrão visual.
A Giovana Orlandi e Fred Carbonare, que aportaram competências que não tínhamos – com graça e paciência.
A João Paulo Ferreira, Denise Figueiredo, Zeca de Luca, Andrea Eboli, da Natura, que acreditaram e apoiaram nosso trabalho desde o início.
Aos empresários Abel Reis, Rodrigo Carneiro, Marcelo Tripoli e Felipe Matos, e aos executivos Luis Henrique Machino, Fabiana Galetol, Chiara Martini, Rafael Morettini, Maria Julia Azambuja, Renata Deformes e Gabriela Gomes, nos ajudaram a ter certeza de que tínhamos nas mãos algo pelo que valia pena lutar.
A Bárbara Soalheiro, Igor Botelho, Carol Romano, Andrea Fortes, Paulo Bittencourt – os primeiros Makers a conhecerem o projeto e a sorrirem para ele.
Duas semanas de Brasil e meu horário ainda está desregulado. Meu estômago também está desregulado. Ontem me levaram a um bloco de maracatu num inferninho. Bebemos caipirinhas demais. Alguns amigos ainda estão por aqui no quarto, batucando e bebendo. O que não contam, antes de vir para o Brasil, é que aqui a festa não acaba nunca.
As mulheres são tudo o que se diz delas: morenas, com curvas, chapinhas e obscenamente bonitas. E não têm qualquer pudor de chegar nos homens. São o que aqui se chama de desencanadas. Têm a consciência menos pesada do que as europeias.
Dos homens, nem sei o que dizer; quase não reparei neles. Dos que me foram apresentados, percebi que a maioria é fanho, com voz de ganso - pode ser o sotaque. Muitos deles usam uma barba de Conchita Wurst. A versão feminina usa vestido florido e sapato de boneca. Uma dessas, desde a hora que acordou, não para de falar comigo.
Brasileiros têm horror ao silêncio. Tudo precisa ser comentado; do seu sapato ao seu topete, da umidade relativa do ar ao jogo do Irã, e quase não tem um lugar onde não existe alguém falando, muito menos espaço para ficar sozinho. Ainda procuro descobrir as regras de convívio. Uma que logo percebi é que em grupo todo mundo pode falar ao mesmo tempo. Aquele que for mais rápido pode cortar o assunto do outro. Quanto a isso, parece que não há nenhum problema, ninguém se irrita. Mas o assunto tampouco é retomado.
Uma diversão tipicamente brasileira é puxar papo na fila, no bar, no mictório. Em poucos minutos é possível saber da vida inteira de um desconhecido que mija do seu lado. Você entra no banheiro público e sai de lá com um amigo novo. É uma intimidade que, para quem não está acostumado, pode passar por deseducada. Disse uma tiazinha do hostel que essa invasão da intimidade explica as altas taxas de violência - o que faz algum sentido. Roubos e furtos não faltam por aqui. Não encontrei ninguém que não tenha tido o celular roubado ou furtado pelo menos uma vez nos últimos anos.
No momento só se fala de futebol, mas alguns parecem um pouco apreensivos com as eleições daqui a alguns meses. Dilma, Sarney, Luciano Huck, muitos invocam esses nomes na tevê. O que será Cátia Fonseca?
O país é uma festa sem fim, rico de diversões. Todos os lugares por onde passei, vi ruas pintadas de verde e amarelo, bandeirinhas verdes e amarelas, poodles e crianças pintados de verde e amarelo.
A cerveja é fraca, aguada. Mas o calor ajuda.
Os fracos da cabeça, além de bêbados, põem o som do carro no último volume - olha aí a invasão da privacidade de que eu estava falando. Funk carioca institucionalizou-se como música oficial. O funk domina as ruas. É um poder paralelo. Já os bêbados são os mesmos de todos os lugares.
Uma de minhas diversões preferidas é observar como brasileiros reagem quando criticamos alguma coisa que não funciona direito aqui. Eles ficam apreensivos em saber o que os estrangeiros pensam deles. Adoram se sentir o centro das atenções. A Copa, nesse sentido, cobriu o país de júbilo. Tornou real o sonho brasileiro de ser o centro das atenções. A maneira mais rápida de irritar um brasileiro, segundo uma mendiga que conheci, é falar mal do país - mas eles mesmos são ótimos nisso.
As capitais combinam a arquitetura antiga com a moderna. Mas os prédios mais antigos vão todos morrendo. No lugar há estacionamentos, prédios com varandas gourmet e templos de igrejas pentecostais. Algumas estações de metrô parecem shopping center. Prédios de luxo, como as favelas, são um show de horror à parte. Mesmo que seja um país com tanta desigualdade, pobres e ricos dividem o mau gosto igualmente.
Você ficaria horrorizada com as casas daqui, carentes de jardins, de livros, de pôsteres.
O que não quer dizer que brasileiros não sejam apreciadores de arte. Longe disso. Voltava para o hostel outro dia quando um homem me perguntou se eu gostava de teatro. Depois, em mais duas ocasiões, outros homens me perguntaram a mesma coisa. Achei curioso. Brasileiros devem gostar muito de teatro, e de maracatu e de poesia.
Estou voltando com uma mala só de bugigangas. Paçocas, pedras, Fulecos, araras de ametista, tucanos entalhados em madeira, livros de Jorge Amado, CD da Claudia Leitte - a Beyoncé deles -, biquínis, palavras terminadas em inho e saudade, bastante saudade.
(30% correto, Guy Franco) . Se você nasceu nos EUA, dê uma espiada como estão as coisas por lá, mas esqueça as fachadas.
Revista britânica "Economia do Brasil está estagnada há mais de 50 anos"
Uma publicação da revista britânica The economist diz que a economia do Brasil está estagnada há mais de 50 anos. Segundo a publicação, os poucos investimentos em infraestrutura, a educação de baixa qualidade, o mau gerenciamento e protecionismo do Estado, são as razões listadas pela revista para explicar a baixa produtividade do país.
Economia
“50 anos de soneca” é o título de uma publicação, da revista britânica The economist, sobre a economia do Brasil.
No texto, é referido que a economia do Brasil está estagnada há mais de 50 anos.
Depois de citar empresários que afirmaram ter enfrentado dificuldades para contratar funcionários, a revista escreveu: "Poucas culturas oferecem uma receita melhor para curtir a vida".
"O restante (do crescimento) veio da expansão da força de trabalho, como resultado de uma demografia favorável, da formalização e do baixo desemprego. Tudo isso vai desacelerar a 1% ao ano (de crescimento) na próxima década", disse uma das fonte ouvida pela The Economist.
"Para a economia crescer mais rápido, a um ritmo de 2% ao ano, os brasileiros precisarão ser mais produtivos", conclui.
Os poucos investimentos em infraestrutura, a educação de baixa qualidade, o mau gerenciamento e protecionismo do Estado, são as razões listadas pela revista para explicar a baixa produtividade do país.
Minha opinião : O país mais avançado tecnológicamente, com o maior PIB do mundo não tem a maior renda per capita. E deveria ter. Não tem a maior expectativa de vida. E deveria ter, Os Estados Unidos ocupam a posição 23 na categoria de provimento de necessidades básicas, Apesar de ser o país que mais gasta com atenção médica no mundo, os Estados Unidos também não se saíram bem na categoria esperança de vida. (BBC Brasil) Então, de que adianta um PIB de 15 trilhões de dólares e ocupar a 23ª posição na categoria de provimento de necessidades básicas? E eles estão abaixo em muitos outros itens. Continuo acreditando no BRASIL.
Eu jamais imaginaria que sendo o Brasil a sede de uma Copa de mundo de futebol, pudesse haver manifestações (e maciças) contra ela.
Os trabalhadores reivindicam melhores salários, melhores atendimentos na saúde e educação, mas uma coisa que o brasileiro não é "chegado", é fazer alguns sacrifícios até que tudo melhore, e melhora mesmo.
Esses que fazem manifestações contra o atual estado de coisas, não conseguem ou não tem capacidade para gerenciar seus gastos domésticos. Se todos fizerem economia no que não é essencial, garanto que dá para sobreviver tranquilo. Muitos fumam, (nem pensar em parar) , e gastam coisas superfluas, por isso não dá mesmo.
Aí vale o velho ditado, querem dar o salto maior do que as pernas o permitem.
Vejam quanto custa para o país as depredações, quanto mais, mais distante eles ficam de uma solução.
E a Copa de mundo trará turistas, poderia melhorar a imagem do Brasil no exterior, e continuaria a atrai-los mesmo depois da Copa, mas com tudo isso, os manifestantes estarão espantando-os.
Todos querem uma solução a curtíssimo prazo, o que é inadmissível. Os estádios que foram construidos ou remodelados para a Copa ficarão para os nossos campeonatos regionais, vejam quanto eles precisavam ser melhorados.
A verdade é que a média intelectual do brasileiro é baixa. Salários melhores, mais saúde e educação depende também da colaboração do povão, que não tem paciência, não sabe economizar, se precisam de um produto qualquer não escolhem um mais barato e quase da mesma qualidade. isso numa média geral, porque uma parcela sabe administrar. Mas é minoria.
O Brasil tem tudo para crescer e se tornar auto-suficiente, mas essas manifestações são formadas e lideradas principalmente por pessoas que não tem objetivos definidos, não tem capacidade para evoluirem, e querem que tudo aconteça de noite para o dia. E o menos dotados intelectualmente os seguem sem pensar, e sem pestanejar. Ah, o lema na nossa bandeira. "Ordem e Progresso".
jsmelo
O Brasil é um país de potencialidades. Disso não há a menor dúvida. Não é preciso enumerá-las, todos sabem. Mas são potencialidades mal administradas, que as enfraquecem ou até mesmo as anulam.
O que realmente faz o Brasil marcar passo o tempo todo é o baixo nível cultural do nosso povo em grande parte por heranças genéticas. Recentemente eu li que o Brasil situou-se entre os últimos numa prova global de Matemática, e isso dá uma idéia bem precisa do fraco desempenho de nossos alunos, porque Matemática é uma disciplina que requer inteligência, e também pode ser por outros fatores, como exemplo alimentação inadequada, muito tempo em TV e computador à noite, vícios, excesso de açucar, refrigerantes, etc. Um exemplo, todos eles passam a maior parte do tempo em rede sociais, quando tem computadores, e se não tem, passam o dia todo mandando mensagens e conversando em atraentes smartphones e celulares comuns. Isso tudo com a complascência dos pais, e os tornam menos aptos para aprender numa sala de aula, porque entram na escola já com a mente cheia de conversas inúteis e prolongadas nesses aparelhos. Os celulares e computadores são bons para uso não prolongado e responsável.
Se os governantes, os políticos em geral percebem isso, e já sabem mesmo disso a muito tempo, não vacilam em armar as mais diversas formas de roubar. Em suma, o que existe hoje no Brasil é uma enorme confusão , um enorme conflito entre o povão (aqueles que não tem poder de discernimento para escolher candidatos.), e a solução de muitos problemas que o Brasil enfrenta, um dos quais, li ontem na Internet, a enorme porcentagem de desmatamento das florestas tropicais, a maior do mundo.
Quanto melhor é o sorriso do candidato e quanto mais promessas faz, mais chances ele tem de ser eleito. Na verdade quem provoca a estagnação econômica-social do Brasil é uma faixa da população, um exército de cidadãos mal-informados, de baixo nível cultura e mental que é uma prato-cheio para os políticos. E os legisladores também não fazem muita coisa, poderiam por exemplo, criar uma lei que tornasse obrigatória a afixação nas secções eleitorais, um histórico da vida pessoal e política dos canditatos, em letras grandes, e é claro, tudo que pudesse ser provado. Isso é um exemplo superficial, talvez não seja possível por diversas razões, mas já dá uma idéia do que falta para ser mudado.
Leio sempre que o Brasil é a sétima economia do mundo. Isso não é verdade, por que o PIB per capita é tão importante quanto o PIB geral. E nosso PIB per capita, dá até vergonha, e também a balança comercial, que é bem complicada. Outro fato que evidencia que não somos importantes econômicamente é o imenso desperdício que se verifica em vários setores. Caminhões rodando pelos estradas com uma média de 30 anos de uso, e muitos outros itens que nos provocam imensos prejuízos.
Uma malha ferroviária bem pequena em relação ao tamanho do Brasil, e que é muito mais econômica em relação ao transporte por caminhões. E a malha rodoviária asfaltada é uma das menores proporcionalmente na América Latina e em vários países menores. Também a malha hidroviária é pouco explorada, e é importantissima para a economia.
Muita coisa melhorou nas últimas décadas, mas ataques vigorosos nos principais problemas do Brasil não existe. Ou seja, progredimos a passo de tartaruga. Se lermos as estatísticas globais em todos os setores veremos que apenas alguns items nos coloca na frente, e a imensa maioria dos dados estatísticos aponta o Brasil atrás de muitos países com uma população bem menor que a nossa. É preciso ressaltar que o número de habitantes é um fator importantíssimo quando se analisa a posição econômica de um país.