Produção de soja em MS será recorde pela 3ª vez consecutiva.Pela terceira vez consecutiva, a produção de soja será recorde em Mato Grosso do Sul. Nesta terça-feira 27, durante lançamento oficial da colheita do grão, o diretor da Associação dos Produtores de Soja (Aprosoja/MS), Maurício Saito, apresentou projeção de 6,8 milhões de toneladas, mas admitiu que esse volume deve ser revisto para baixo em razão das condições climáticas. Com o recuo, o volume a ser colhido deve alcançar 6,6 milhões de toneladas, 10% acima das 6 milhões de toneladas da safra anterior. Esse volume deve proporcionar receita estimada em R$ 5,52 bilhões. O evento ocorreu na tarde de ontem na sede da Federação de Agricultura de Mato Grosso do Sul (Famasul), em Campo Grande. “Este número não está consolidado. Pode ser menor em razão de um período de 15 dias de falta de chuva”, afirmou Saito, referindo-se à projeção de 6,8 milhões de toneladas de soja. Ele acredita que não haverá, até o fim da colheita, chuva em volume satisfatório para atingir essa estimativa. O problema é maior na região sul, nos municípios de Dourados, Caarapó, Naviraí, Fátima do Sul, entre outros, com média pluviométrica, nesta safra, de 300 milímetros, abaixo da média estadual de 550 milímetros. Saito preferiu não estimar a perda em relação à projeção de 6,8 milhões de toneladas. No entanto, de acordo com o analista de grãos da Famasul, Leonardo Bertolotto, o recuo deve ser de 200 mil toneladas. A produção cai, assim, para 6,6 milhões de toneladas. Fonte: Correio do Estado. |
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sábado, 7 de fevereiro de 2015
Recordes da produção de soja no Mato Grosso do Sul
Preços do boi gordo e do bezerro seguem firmes em 2015
| Os preços do boi gordo e dos bezerros devem continuar firmes em 2015, reflexo da redução de animais para abate e da seca de anos anteriores, além da valorização do dólar frente ao Real, que deve favorecer as exportações. Ainda que volte a chover com mais regularidade neste ano, “não há como esperar altas expressivas na oferta de animais para reposição ou prontos para abate em curto prazo”. A avaliação está no boletim Ativos da Pecuária de Corte, da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) e do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Do lado da demanda, explica o boletim, apesar das projeções de baixo crescimento econômico, não há perspectivas de redução do consumo interno e das vendas externas. “Assim, as expectativas são de continuidade de preços firmes, tanto para o boi gordo como para a reposição”, afirma a publicação. Segundo o estudo, a seca observada desde 2013 prejudicou não apenas o tempo de engorda dos animais, mas também a taxa de prenhez das matrizes (fêmeas), o intervalo entre partos e o desenvolvimento de bezerros e garrotes, além de, possivelmente, ter contribuído para elevar o índice de mortalidade dos animais. Todos estes fatores influenciaram na restrição dos índices de abate. Um dos desafios para os pecuaristas é conseguir cobrir os custos totais de produção, que subiu expressivamente em 2014, por conta da valorização dos bezerros. Os animais de reposição responderam por 50% dos custos totais de produção da pecuária de corte em 2014, 10 pontos percentuais a mais do que no ano anterior. Este índice é reflexo da forte alta dos preços dos animais de reposição, que chegou a 35%. De acordo com o estudo, o Custo Operacional Efetivo (COE), que engloba as despesas diárias na propriedade, e o Custo Operacional Total (COT), que envolve o COE mais a depreciação de patrimônio e o pró labore, fecharam 2014 com altas de 23,72% e 19,99%, respectivamente, variações de mais de 10 pontos percentuais na comparação com 2013. Estas altas foram as terceiras maiores já registradas pelo boletim CNA/Cepea. Fonte: Canal do Produtor. |
sexta-feira, 23 de maio de 2014
Alta dos preços das commodities agrícolas desenha novo campo
As compras de fertilizantes cresceram, as de máquinas agrícolas também. A estrutura das propriedades rurais foi ampliada, a qualidade das sementes utilizadas nas lavouras e a produtividade melhoraram. Esses são alguns dos reflexos que a alta dos preços das principais commodities agrícolas produzidas pelo País, ocorrida a partir de metade da década passada, trouxe para o campo brasileiro. As cotações da soja e do milho começaram a galgar reais acima na época e atualmente estão em um patamar no mínimo 100% maior.
"No ano passado [2013] as vendas de colheitadeiras e de tratores cresceram muito, também de defensivos, fertilizantes. O padrão tecnológico cresceu bastante", afirma o diretor da Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Luiz Antonio Pinazza. De acordo com ele, o produtor brasileiro ainda está capitalizado, em função do aumento dos preços das commodities agrícolas, e o campo passa por um momento muito favorável.
O diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), Wilson Vaz de Araújo, cita, além da incorporação de tecnologia e fertilizantes, o investimento em estrutura de armazenagem e capacidade de gestão no campo como consequências da alta dos preços dos produtos agrícolas. Os processos mais modernos, segundo ele, permitiram aumento da produtividade e por consequência da produção.
O maior investimento em fertilizantes pode ser verificado nas estatísticas do segmento. As entregas de adubos no mercado brasileiro, que eram de 20,1 milhões de toneladas em 2005, passaram para 31 milhões no ano passado, de acordo com a Associação Nacional para Difusão de Adubos (Anda). O faturamento da indústria brasileira de máquinas e implementos agrícolas saiu de US$ 5,9 bilhões em 2008 para US$ 13,1 bilhões em 2013, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
A vida no interior
De acordo com Araujo, do MAPA, em regiões onde a agricultura é forte o novo patamar de preços das commodities agrícolas se refletiu na qualidade de vida, no setor financeiro, no comércio, entre os fornecedores de insumos e até mesmo na educação. Sobre isso conta Afrânio Cesar Migliari, secretário da Agricultura e Meio Ambiente de Sorriso, município de Mato Grosso, considerado a capital nacional do agronegócio. "Melhorou a qualidade de vida no interior, em cidades voltadas ao agronegócio", afirma Migliari.
Região produtores de soja e milho, como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum e Princesa do Leste, hoje têm melhores condições de vida. "Há veículos novos, caminhões novos, entrada de veículos importados", conta Migliari. A construção civil em Sorriso é pujante, segundo ele, e há uma série de lançamentos de loteamentos urbanos, condomínios fechados de alto valor. "O estado mudou muito nos últimos dez anos", afirma sobre Mato Grosso.
A renda maior que chegou ao campo se reflete no estado de Mato Grosso não apenas na vida pessoal dos produtores, segundo Migliari, mas também na própria atividade agrícola, na estrutura das fazendas, no investimento em sementes e adubação de mais qualidade, máquinas mais modernas, na compra de aviões, tratores, plantadeiras e colheitadeiras novas. E a aquisição da tecnologia mais moderna ajudou o estado, inclusive, a melhorar um dos seus gargalos, que é a mão de obra para o campo. Sorriso planta 660 mil hectares por ano com soja e 440 mil hectares com milho, cultura que era considerada secundária no município até começar a remunerar melhor os produtores e passar a receber investimentos.
A alta da soja e do milho
Entre os fatores que levaram o milho e a soja a esse novo patamar de preços estão a demanda asiática por grãos e a decisão dos Estados Unidos de fabricar etanol a partir do milho. "A China importava dois milhões de toneladas de grãos no ano 2000, hoje importa entre 65 e 70 milhões de toneladas. E o Brasil ocupa um espaço enorme neste mercado", afirma Pinazza. A especulação no mercado de commodities em geral, o que inclui também produtos não agrícolas como o petróleo, também favoreceu o aumento dos preços, segundo o diretor.
O diretor do Departamento de Economia Agrícola do Ministério da Agricultura ressalta o comportamento das cotações principalmente depois de 2009. "Os preços de maneira geral foram bastante remuneradores", afirma ele, citando como fatores o aumento da renda e a urbanização em países em desenvolvimento, principalmente os asiáticos. Araújo acredita que o mercado de grãos seguirá aquecido. "Os preços dos produtos agrícolas mudaram de patamar. Pode haver alguma flutuação, mas eles seguirão neste novo patamar", diz ele.
Fonte: Isaura Daniel/ Agência de Notícias Brasil-Árabe